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Mercado Público de Lajes | SC

Prancha-1

 

Autores: Nikola Arsenic, Henrique Gonçalves e Leandro Rodrigues

Colaboradores: Natalia Ladeira, Felipe Ribeiro, Daniel Tassi, Juliana Dantas e Raiane Rosi Duque

Mercado Municipal de Lages – SC

Raras são as oportunidades de criarmos verdadeiros marcos arquitetônicos para as nossas cidades, com o poder de transformar os ambientes urbanos que habitamos.

O projeto de renovação e ampliação do Mercado Municipal de Lages é, sem dúvida, uma desses momentos, onde o exercício não se restringe ao puro elogio estético e o design do objeto, mas sim à sua força na transformação democrática do espaço público.

A ideia principal do projeto para o Novo Mercado Municipal de Lages é proporcionar à cidade um espaço generoso e aberto ao tecido urbano, fluido e convidativo, como se este não possuísse portas e, de certa forma, se tornar-se a própria continuação da cidade, ainda que completamente funcional e facilmente controlado.

Congregando assim com o conceito de que a arquitetura permite a inclusão, atrai e orienta, principalmente se tratando de um espaço público pertencente a todos, o mercado se torna uma placa mãe de atividades comerciais, culturais, recreativas e cívicas.

Se tratando de uma intervenção em um edifício histórico protegido pela municipalidade, propõe-se aqui um gesto de respeito ao seu passado. A intervenção na verdade atua como um grande coadjuvante, uma moldura para uma obra, um digno pedestal para uma escultura que já é parte da história de Lages. O objeto proposto respeita o edifício existente através do seu próprio comportamento, com sua implantação econômica e volumetria esguia, foca-se em distribuir o programa deixando a cargo da intervenção, todas as necessidades da contemporaneidade, liberando o espaço do Mercado para aquilo que ele foi construído: espaço público de feiras, alimentação, exposição e festividades.

Protegida por uma grande cobertura metálica, o espaço posterior ao antigo edifício se torna uma grande praça que, além de proporcionar uma conexão direta entre as ruas Monte Castelo e Hercílio Luz no sentido longitudinal, se torna um espaço multiuso, para feiras temporárias, eventos, festas e atividades diversas. Todo o projeto se desenvolveu a partir desse vazio criado entre o edifício antigo e o anexo novo, ligando atividades e circulações tanto do Mercado quanto da própria cidade.

O edifício do mercado, agora completamente permeável por todos os seus lados, se torna uma espécie de cobertura sob pilotis. O rés-do-chão, o calçadão, o piso do Mercado Antigo e o piso da Praça Central, se tornam um só, sendo diferenciados apenas pelo uso e pelas características espaciais e temporais de suas respectivas coberturas: indo do antigo para  o novo, do mais intimista para o monumental, de forma suave e ponderada.

Presente na memória coletiva e nos mais diversos exemplos de Mercados Municipais nacionais ou internacionais, a grande cobertura se torna sempre a se torna sempre parte complementar da ágora comercial e pública que são os Mercados Municipais. O Mercado Municipal de Lages, naturalmente, não foge a essa regra.

Além de proteger as atividades públicas do Mercado, a cobertura metálica tem as funções de coleta de águas de chuva e de captação de energia solar, além de se tornar uma moldura imagética para o Edifício Original do Mercado.

 O MERCADO

Raras são as oportunidades de criarmos verdadeiros marcos arquitetônicos para as nossas cidades, com o poder de transformar os ambientes urbanos que habitamos.

O projeto de renovação e ampliação do Mercado Municipal de Lages é, sem dúvida, uma dessas oportunidades, onde não se restringe ao puro elogio a estética e ao design do objeto, mas sim à sua força na transformação democrática do espaço público.

A ideia principal do projeto para o Novo Mercado Municipal de Lages é proporcionar à cidade um espaço generoso e aberto ao tecido urbano, fluido e convidativo, como se este não possuísse portas e, de certa forma, se tornar-se a própria continuação da cidade, ainda que completamente funcional e facilmente controlado.

Congregando assim com o conceito de que a arquitetura permite a inclusão, atrai e orienta, principalmente se tratando de um espaço público pertencente a todos, o mercado se torna uma placa mãe de atividades comerciais, culturais, recreativas e cívicas.

O PASSADO EXISTENTE E O FUTURO PROPOSTO:

INTERVENÇÃO NO PATRIMÔNIO

Se tratando de uma intervenção em um edifício histórico protegido pela municipalidade, propõe-se aqui um gesto de respeito ao seu passado. A intervenção na verdade atua como um grande coadjuvante, uma moldura para uma obra, um digno pedestal para uma escultura que já é parte da história de Lages. O objeto proposto respeita o edifício existente através do seu próprio comportamento, com sua implantação econômica e volumetria esguia, foca-se em distribuir o programa deixando a cargo da intervenção, todas as necessidades da contemporaneidade, liberando o espaço do Mercado para aquilo que ele foi construído: espaço público de feiras, alimentação, exposição e festividades.

CARTA DE VENEZA

Artigos referentes ao projeto

Art.5 – A conservação dos monumentos é sempre facilitada pela sua utilização para fins sociais úteis. Esta utilização, embora desejável, não deve alterar a disposição ou a decoração dos edifícios. É apenas dentro destes limites que as modificações que seja necessário efetuar poderão ser admitidas.

Art.6 – A conservação de um monumento implica a manutenção de um espaço envolvente devidamente proporcionado. Sempre que o espaço envolvente tradicional subsista, deve ser conservado, não devendo ser permitidas quaisquer novas construções, demolições ou modificações que possam alterar as relações volumétricas e cromáticas.

Art.7 – Um monumento é inseparável da história de que é testemunho e do meio em que está inserido. A remoção do todo ou de parte do monumento não deve ser permitida, exceto quando tal seja exigido para a conservação desse monumento ou por razões de grande interesse nacional ou internacional.

Art.13 – Não é permitida a realização de acrescentos que não respeitem todas as partes importantes do edifício, o equilíbrio da sua composição e a sua relação com o ambiente circundante.

 

 

A PRAÇA CENTRAL

Protegida por uma grande cobertura metálica, o espaço posterior ao antigo edifício se torna uma grande praça que, além de proporcionar uma conexão direta entre as ruas Monte Castelo e Hercílio Luz no sentido longitudinal, se torna um espaço multiuso, para feiras temporárias, eventos, festas e atividades diversas. Todo o projeto se desenvolveu a partir desse vazio criado entre o edifício antigo e o anexo novo, ligando atividades e circulações tanto do Mercado quanto da própria cidade.

O edifício do mercado, agora completamente permeável por todos os seus lados, se torna uma espécie de cobertura sob pilotis. O rés-do-chão, o calçadão, o piso do Mercado Antigo e o piso da Praça Central, se tornam um só, sendo diferenciados apenas pelo uso e pelas características espaciais e temporais de suas respectivas coberturas: indo do antigo para  o novo, do mais intimista para o monumental, de forma suave e ponderada.

 

A DISTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA

A distribuição do programa se dá a medida do rés-do-chão: diferencia-se aquilo que pertence ao térreo, que deve ser de fácil e direto acesso ao público, e aquilo que pode ter uma reserva e aceita um controle um pouco maior. A praça e as barracas de feira, portanto, se tornam um espaço só, assim como a área interna e externa ao antigo edifício. Tanto suas entradas laterais pelas ruas Monte Castelo e Hercílio Luis, quanto as entradas pela rua Manoel da Silva Ramos transformam o térreo em um território livre, seja transitório ou estático, para eventos ou para dias normais.

 

Aos andares superiores, há uma clara separação

o  edifício do mercado recebe espaços lúdicos, de lazer e contemplação, como o auditório, um espaço de exposição, lanchonetes, bares e cafés. Anexo à antiga estrutura

Paralelo a isso, o edifício anexo recebe toda a carga de responsabilidade exigida pelo programa, como a Secretaria de Agricultura, Sala de Administração, Sala de Reuniões e Sala de Segurança. Naturalmente, o térreo do Edifício Anexo é voltado para atender ao público, com sanitários públicos, caixas eletrônicos e o Espaço de Atendimento ao turista.

Abaixo do rés-do-chão, encontra-se a garagem. Essa, além de atender à demanda de 45 das 50 vagas, engloba os vestiários, depósitos, almoxarifado, DML, Doca e sua plataforma de Carga e Descarga. Este andar, de profunda importância técnica, absorve a maior parte do programa de apoio e logística do complexo, também com o mesmo intuito de liberar o edifício do Antigo Mercado Municipal de todas as responsabilidades. Decidiu-se que parte das vagas seriam de natureza mais prática, portanto as 30 vagas de moto, 30 vagas de bicicletário e 5 vagas de carro estão posicionadas no largo que foi desenvolvido para a Rua Manoel da Silva Ramos.

 

EDIFÍCIO MERCADO + EDÍFÍCIO ANEXO

A principal intervenção no edifício antigo do Mercado Municipal foi a de torná-lo mais fluido, sem portas principais, agindo como uma grande cobertura da própria rua. Suas novas aberturas foram pensadas para não interferirem nos pontos mais singulares de sua estética, mas serem coadjuvantes contemporâneos do legado passado.

Funcionando como objetos móveis,a parte inferior das paredes frontais são substituídas por leves pórticos metálicos revestidos de chapa micro-perfurada pintada da mesma cor do edifício. Estas giram em torno de um ponto fixo e se tornam marquises, criando um espaço contínuo entre a calçada e o mercado durante o seu horário de funcionamento. Sem perder sua volumetria original, mas tornando-a flexível, o espaço interno original se abre para a rua, se fundindo com ela.

 

A COBERTURA

Presente na memória coletiva e nos mais diversos exemplos de Mercados Municipais nacionais ou internacionais, a grande cobertura se torna sempre a se torna sempre parte complementar da ágora comercial e pública que são os Mercados Municipais. O Mercado Municipal de Lages, naturalmente, não foge a essa regra.

Além de proteger as atividades públicas do Mercado, a cobertura metálica tem as funções de coleta de águas de chuva e de captação de energia solar, além de se tornar uma moldura imagética para o Edifício Original do Mercado.

SUSTENTABILIDADE E ECO-EFICIÊNCIA

Presta-se atenção a todas as discussões contemporâneas sobre práticas de projeto e construção que possam reduzir ou eliminar significativamente os impactos negativos dos edifícios em seus ocupantes e no meio ambiente, em cinco grandes áreas: 1) Planejamento sustentável do site; 2) Proteção e uso eficiente da água; 3) Eficiência energética e energia renovável; 4) Conservação de materiais e recursos; 5) Qualidade do ambiente interno.

Na prática em si do objeto, utilizando-se da sua própria natureza arquitetônica de se apresentar como uma grande cobertura, pensou-se em transformá-la em um grande captador tanto de energia solar quanto de águas de chuva.

Sua grande cobertura protege o ambiente de fortes ventos, da chuva



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