Ninguém na Serra do Rio está ali pelo volume de vinho, e a prova é que nenhum órgão público mediu quanta uva a região planta. Não há levantamento da Emater-Rio, da Pesagro, da Secretaria de Agricultura do estado nem do IBGE.
Um estado que legisla sobre a origem de um produto sem antes dimensionar a produção não está protegendo uma lavoura. Está batizando um território. E território se batiza quando o que se pretende vender não é o que sai da terra, é o fato de estar nela.
A vinícola dá nome, selo e motivo de visita. A receita vem do que acontece em volta: hospedagem, gastronomia, evento, e o lote que vale mais porque o destino existe.