Arsenic Arquitetos Associados
Vista geral do Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG

Portfólio / Cultura e espaço público

Centro Cultural eTurístico de Ubá.

Um lugar para encontrar, aprender e viver a cultura.

Arsenic Arquitetos AssociadosProjeto de 20125 min de leitura

Projeto premiado · 2013

Prêmio máximo Rafael Arcuri

II Bienal de Arquitetura e Urbanismo da Zona da Mata e Vertentes · IAB-JF

Ver registro da premiação ↗

Um lugar para a cultura acontecer.

Um centro cultural também pode ser uma praça, um lugar de aprendizado e um ponto de encontro. Em Ubá, essa ideia orienta um conjunto que aproxima a arte da vida cotidiana.

Desenvolvido pela Arsenic Arquitetos Associados em 2012, o Complexo Cultural e Turístico 22 de Maio, Memorial das Artes pela Paz, propõe reunir diferentes manifestações culturais da Zona da Mata em um mesmo endereço. A proposta foi elaborada para captação de recursos, em parceria com a Sociedade Musical 22 de Maio e a indústria de móveis Itatiaia.

O programa articula música, teatro, cinema, exposições, comércio e gastronomia. A intenção é oferecer espaços tanto para quem vai assistir quanto para quem quer aprender, produzir e participar.

Visitantes caminhando pela praça entre os edifícios, Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG
A praça aproxima os diferentes espaços culturais e os percursos de quem visita.

A praça organiza o encontro.

Os edifícios se organizam em torno de uma praça cívica. Ela conecta os acessos e também foi pensada para receber shows e eventos ao ar livre, tornando o espaço entre os volumes parte ativa do programa.

Nas pranchas, esse espaço recebe o nome de Praça José Alencar Gomes da Silva. Ao seu redor, as atividades culturais e o apoio comercial criam diferentes motivos para permanecer: acompanhar uma apresentação, encontrar outras pessoas ou fazer uma pausa durante a visita.

A música também é aprendizado.

A formação é uma das ideias centrais da proposta. O centro não foi pensado apenas para exibir trabalhos prontos: as pranchas destacam o ensino, a educação e a profissionalização como parte de sua contribuição cultural.

O Centro de Estudos Filarmônicos Cândido Portinari reúne essa dimensão de aprendizado à experiência das apresentações. A parceria com a Sociedade Musical 22 de Maio dá contexto à presença da música no programa.

Vista do espaço da filarmônica com músicos e plateia, Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG
A música integra o programa de formação e apresentação do complexo.

O palco se abre para a paisagem.

O teatro de arena aparece no projeto como um espaço de apresentação conectado ao exterior. A plateia acompanha o desnível, enquanto a cobertura abriga o palco e mantém aberturas laterais para a paisagem.

Identificado nas pranchas como Teatro Mauro Mendonça, ele complementa a filarmônica, o cinema e os eventos da praça. São situações diferentes de encontro entre artistas e público, reunidas em uma mesma proposta.

Público assistindo a uma apresentação no teatro aberto, Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG
A experiência da plateia combina apresentação, arquitetura e paisagem.

Um espaço para Guerra e Paz.

O Memorial das Artes pela Paz ocupa um lugar central no conjunto. A proposta reserva um espaço de exposição permanente para a réplica em tamanho real dos painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari.

A escala das obras orienta a experiência do ambiente. O grande espaço expositivo e os percursos em diferentes níveis permitem observar os painéis a partir de distâncias e alturas distintas, como mostram as perspectivas do projeto.

Visitantes observando os painéis no memorial, Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG
O encontro com a arte integra a proposta cultural e educativa.

O relevo participa da arquitetura.

Os cortes mostram um terreno em desnível e edifícios articulados em diferentes cotas. Rampas, escadas e passarelas conectam os ambientes, enquanto os espaços de apresentação e exposição ocupam volumes de alturas distintas.

A Passarela Nelson Ned, identificada no diagrama do conjunto, integra essa rede de percursos. A implantação procura aproximar os programas sem concentrá-los em um único edifício: a praça, as circulações e as relações visuais fazem a ligação entre eles.

Cortes arquitetônicos mostrando os níveis e a relação com a encosta, Centro Cultural e Turístico de Ubá, MG
Os cortes mostram como os ambientes e percursos se articulam ao desnível.

Um projeto para a cultura da região.

A proposta reúne espaços de formação, apresentação e convivência para fortalecer a vida cultural de Ubá e da Zona da Mata. Os 23.000 m² de área projetada traduzem esse programa em edifícios, praça e percursos conectados.

Localização
Ubá, Minas Gerais
Ano do projeto
2012
Área projetada
23.000 m²
Natureza do trabalho
Projeto para captação de recursos
Parcerias
Sociedade Musical 22 de Maio e Itatiaia
Autoria
Arsenic Arquitetos Associados

Cultura para ver.
Cultura para viver.

No Centro Cultural e Turístico de Ubá, a arte aproxima formação, espaço público e convivência. Uma proposta em que aprender e encontrar outras pessoas fazem parte da visita.

Contato

Continue a leitura

Todos os artigos →
Uso misto explicado: morar, trabalhar e viver no mesmo lugar

Urbanismo Estratégico

Uso misto explicado: morar, trabalhar e viver no mesmo lugar

O conceito e a execução do uso misto num guia só: a definição no prédio e no bairro, a cidade de 15 minutos, o térreo ativo, o mix calibrado, os conflitos resolvidos no projeto e a regra que permite a mistura.

Ler artigo ↗
O mapa do dinheiro público para projeto urbano

Financiamento Urbano

O mapa do dinheiro público para projeto urbano

FINISA, BNDES, BID, Banco Mundial, Transferegov, outorga onerosa, ICMS Ecológico, royalties, FEP Caixa. Como cidade média combina fontes para destravar projeto.

Ler artigo ↗
O projeto vem antes do dinheiro

Gestão Pública

O projeto vem antes do dinheiro

Etapas preliminares, de licenciamento e executivas: os três tempos que decidem qual município transforma recurso em obra, e por que o do meio é o que trava.

Ler artigo ↗