Um lugar para a cultura acontecer.
Um centro cultural também pode ser uma praça, um lugar de aprendizado e um ponto de encontro. Em Ubá, essa ideia orienta um conjunto que aproxima a arte da vida cotidiana.
Desenvolvido pela Arsenic Arquitetos Associados em 2012, o Complexo Cultural e Turístico 22 de Maio, Memorial das Artes pela Paz, propõe reunir diferentes manifestações culturais da Zona da Mata em um mesmo endereço. A proposta foi elaborada para captação de recursos, em parceria com a Sociedade Musical 22 de Maio e a indústria de móveis Itatiaia.
O programa articula música, teatro, cinema, exposições, comércio e gastronomia. A intenção é oferecer espaços tanto para quem vai assistir quanto para quem quer aprender, produzir e participar.

A praça organiza o encontro.
Os edifícios se organizam em torno de uma praça cívica. Ela conecta os acessos e também foi pensada para receber shows e eventos ao ar livre, tornando o espaço entre os volumes parte ativa do programa.
Nas pranchas, esse espaço recebe o nome de Praça José Alencar Gomes da Silva. Ao seu redor, as atividades culturais e o apoio comercial criam diferentes motivos para permanecer: acompanhar uma apresentação, encontrar outras pessoas ou fazer uma pausa durante a visita.
A música também é aprendizado.
A formação é uma das ideias centrais da proposta. O centro não foi pensado apenas para exibir trabalhos prontos: as pranchas destacam o ensino, a educação e a profissionalização como parte de sua contribuição cultural.
O Centro de Estudos Filarmônicos Cândido Portinari reúne essa dimensão de aprendizado à experiência das apresentações. A parceria com a Sociedade Musical 22 de Maio dá contexto à presença da música no programa.

O palco se abre para a paisagem.
O teatro de arena aparece no projeto como um espaço de apresentação conectado ao exterior. A plateia acompanha o desnível, enquanto a cobertura abriga o palco e mantém aberturas laterais para a paisagem.
Identificado nas pranchas como Teatro Mauro Mendonça, ele complementa a filarmônica, o cinema e os eventos da praça. São situações diferentes de encontro entre artistas e público, reunidas em uma mesma proposta.

Um espaço para Guerra e Paz.
O Memorial das Artes pela Paz ocupa um lugar central no conjunto. A proposta reserva um espaço de exposição permanente para a réplica em tamanho real dos painéis Guerra e Paz, de Cândido Portinari.
A escala das obras orienta a experiência do ambiente. O grande espaço expositivo e os percursos em diferentes níveis permitem observar os painéis a partir de distâncias e alturas distintas, como mostram as perspectivas do projeto.

O relevo participa da arquitetura.
Os cortes mostram um terreno em desnível e edifícios articulados em diferentes cotas. Rampas, escadas e passarelas conectam os ambientes, enquanto os espaços de apresentação e exposição ocupam volumes de alturas distintas.
A Passarela Nelson Ned, identificada no diagrama do conjunto, integra essa rede de percursos. A implantação procura aproximar os programas sem concentrá-los em um único edifício: a praça, as circulações e as relações visuais fazem a ligação entre eles.

Um projeto para a cultura da região.
A proposta reúne espaços de formação, apresentação e convivência para fortalecer a vida cultural de Ubá e da Zona da Mata. Os 23.000 m² de área projetada traduzem esse programa em edifícios, praça e percursos conectados.
- Localização
- Ubá, Minas Gerais
- Ano do projeto
- 2012
- Área projetada
- 23.000 m²
- Natureza do trabalho
- Projeto para captação de recursos
- Parcerias
- Sociedade Musical 22 de Maio e Itatiaia
- Autoria
- Arsenic Arquitetos Associados
Detalhes da arquitetura
Pranchas e cortes do projeto
Cultura para ver.
Cultura para viver.
No Centro Cultural e Turístico de Ubá, a arte aproxima formação, espaço público e convivência. Uma proposta em que aprender e encontrar outras pessoas fazem parte da visita.
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